<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743</id><updated>2011-07-30T11:03:45.085-07:00</updated><title type='text'>Black rose</title><subtitle type='html'>Os textos que aqui se encontram são dedicados para o amigo André Siano!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743.post-4624613192079979202</id><published>2010-01-30T21:05:00.001-08:00</published><updated>2010-01-30T21:05:51.275-08:00</updated><title type='text'>Ana Clara muda tudo</title><content type='html'>Clara estava dormindo e se revirava levemente enquanto os outros se sentavam e discutiam o que fariam com ela. Aliás, Clara fingia dormir, era preciso. Ela queria saber o que estava acontecendo, o que aquelas criaturas achavam dela. Mas ela não estava no corpo dela. Ela seguiu para as costas de Zohar, que desejava que sua amada ainda estivesse viva, que alguém mais preparado pudesse tomar conta de tudo. A verdade é que ela também queria mas, quem está na chuva é para se molhar, não é?De alguma forma, aquele pensamento de Zohar arranhava a alma de Clara. Por que? Ela sabia o que tinha no coração, o que tinha dentro dela mas ela não queria admitir para si mesma porque seria admitir algum tipo de derrota. &lt;br /&gt;Ela seguiu para o irmão... o amado irmão, das aventuras infantis, o irmão que jurou que cuidaria para sempre dela. Ele trazia uma tensão tão peculiar que ela não ousou olhar para ele daquele ponto onde ela se encontrava. Talvez... um pouquinho. A mulher desejada no fundo do baú de alma que Andrew trazia com ele. Um peso grande demais carregado com culpa e dor. E ela também estava sendo carregada por ele como um fardo grande demais, como uma mochila que deveria ser largada no meio do caminho. Clara não queria estar viva, respirando, ela queria estar em qualquer outro lugar e ela queria dizer isso para o irmão. Mas ela preferiu o silêncio porque a curiosidade se levantava como poeira no deserto. O que eles resolveriam que ela não podia participar? Ela sabia porque estava inconsciente. A limpeza a deixaria afogada naquele estado por algum tempo. Já passara por isto antes e ela viu outra criatura ali... outro ser que ela nem conhecia mas que era temida: Blanca e Blanca sorriu com maldade para ela.&lt;br /&gt;"Não! Não! Isso não é real... alguém aqui já a viu e está pensando nela, Ana!" - Ostrig se apavorou ao perceber que aquela parte de Ana percebia e tremia diante de Blanca. Não percebia mais nada diante dela e queria vingança por aquela mulher ter tomado tudo de bom que ela conhecera! Se não fosse Blanca... a vida seria diferente de uma forma Ana não conhecia, as escolhas teriam sido outras, o mundo teria sido diferente. Então, Ostrig procurou entre eles quem teria conhecido Blanca... e, mesmo que ele tentasse esconder o pensamento, ela o encarou. Mãe de Zohar?! Ostrig e Aqualna trocaram um olhar e Gaiwan se retirou do cômodo com uma desculpa qualquer. Era preciso que fosse assim e ele seguiu para o corpo de Ana em um repouso sem descanso. Ele pousou o manto dele sobre o corpo dela e sussurrou palavras encantadas para que ela esquecesse o que viu. Não era o momento dela saber o que eles sabiam... mesmo assim, a informação ficou em algum lugar. Gaiwan não sabia mas ela não permitiu que ele fizesse com que aquela memória fosse apagada. Ela fingiu que estava dormindo. Era hora dela tomar o poder para sí e seguir em frente custasse o que custasse.&lt;br /&gt;Enquanto eles se reuníam, Ana Clara Negraluna pegou uma mochila, colocou o que precisava, os presentes mágicos de tanto tempo atrás dados pela mãe e guardados numa caixa preciosa. Uma bússula mágica que já a levara a lugares perfeitos e a infernos terríveis, um binóculo que a permitia olhar as auras dos que a cercavam e um medalhão antigo com um cristal âmbar. Ela mesma iria arrebentar a cara de Blanca. A outra já estava morta mesmo por ter sido atrevida em tentar ter o que não lhe era de direito. Já estava sem paciência de todos a tratarem como se fosse uma idiota que não soubesse que tinha poderes, que não tinha idéia de seu próprio destino. Justamente por saber do que se tratava sua vida, ela queria fugir, ir para longe mas se não tinha outro jeito... o jeito era enfrentar com estilo e classe. Como ela aprendera sobre magia? Ora, para que serviam certos sonhos? Alguém a ensinava! Ela saltou da janela e simplesmente saiu caminhando pelo jardim, procurando o portal que tinha por ali, o portal para o mundo das fadas. &lt;br /&gt;- Você tem certeza de que este é o melhor caminho?&lt;br /&gt;Ela levou um susto mas logo reconheceu a voz.&lt;br /&gt;- Qual outro seria melhor, traidor? Eu não morria de amores por ela... mas, não foi justo o que você fez, Olin.&lt;br /&gt;- Nós nos vemos de novo, moça selvagem!&lt;br /&gt;- Desta vez, estou em posse dos meus...&lt;br /&gt;- ... poderes?&lt;br /&gt;Ela sorriu com malícia.&lt;br /&gt;- Não! Mais do meu juízo e aprimorei bastante minha técnica de luta, oras!&lt;br /&gt;- É mesmo? &lt;br /&gt;Outras criaturas surgiram à volta de Ana e ela pegou uma faca e esperou pelo primeiro, atingindo-o no abdomen, rezando pela vida, deixando o sangue ocre derramar-se sobre a relva úmida e fria. Ela começava a entrar no transe da luta e ela não respondia pelos atos de si própria. Sua mente vagava para sobreviver, era praticamente como se outro ser tomasse conta daquele corpo e ela simplesmente se deixava levar por aquele momento. Era preciso sobreviver para salvar a Rosa, a última flor que poderia ser o fim ou não de uma era para a humanidade e para outras criaturas. O vazio surgia com uma força cada vez mais brutal. Cientistas falavam da depressão como sendo uma doença, um mal do século. A verdade era que o vazio se apossava das almas que perdiam a esperança e criava um halo frio e isolante em volta daquele que se deixava levar pelo desespero. Um por um, aquelas criaturas eram desmanteladas e mortas até que sobrou Olin.&lt;br /&gt;- Muito nobre para sujar suas mãos, Olin? Vamos... venha! Diga a Blanca que estou no encalço dela e quando a encontrar esta faca encontrará o sangue dela.&lt;br /&gt;No jardim, estava o grupo estupefato com aquela cena bizarra, de criaturas mágicas assassinadas por uma faca mágica que nenhum deles sequer sonhava que existisse ela preferia Ana Clara Negraluna ao invés do nome de batismo. Olin fugiu ao ver o grupo reunido, ou melhor, ao reconhecer o olhar de Ostrig, um olhar que há muito evitava. Ana se virou para todos eles, ainda banhada em sangue, em transe e com uma fúria pouco comum a qualquer ser que eles já tinham pousado os olhos. O único que suspirou calmamente foi Vlado.&lt;br /&gt;- Agora, vocês entendem porque nem o inferno a quis?&lt;br /&gt;Ela matava qualquer ser que cruzasse seu caminho no momento errado. &lt;br /&gt;- O que a minha mãe...&lt;br /&gt;Ela o encarou e deixou que o transe ainda se fizesse presente.&lt;br /&gt;- Sua mãe está por trás de toda inversão da ordem do universo. Ela será punida no tempo devido...&lt;br /&gt;- Xantara?! - Zit chamou.&lt;br /&gt;- Não! - a voz era séria demais.&lt;br /&gt;Todos trocavam olhares nervosos e tensos. O que estaria acontecendo?&lt;br /&gt;- Eu sou mais antiga que todos e eu não estou em lugar algum. Eu estou fora do tempo e estou em todos os lugares. Eu existo e não estou lugar algum. &lt;br /&gt;Ana caiu no chão e se apoiou nas mãos. Levantou-se e encarou cada um deles.&lt;br /&gt;- Tenho que partir.&lt;br /&gt;Ostrig a segurou de mãos dadas com Aqualna enquanto eles cantavam feitiços antigos, que há muito os magos de todos os mundos haviam esquecido menos aqueles que são obrigados a relembrá-los para sempre por ter traído a irmandade anteriormente. Era o castigo mandatório daquelas duas almas que não poderiam jamais se encontrar. &lt;br /&gt;- Deixem-me ir!&lt;br /&gt;Eles não paravam e ela urrava e quicava entre os dois mas nada funcionava até que ela caiu e Gaiwan conseguiu fazer um feitiço de sono mais profundo, esperando que ela despertasse dentro de alguns dias e não dentro de alguns anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37403743-4624613192079979202?l=theroseblack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/4624613192079979202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37403743&amp;postID=4624613192079979202' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/4624613192079979202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/4624613192079979202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/2010/01/ana-clara-muda-tudo.html' title='Ana Clara muda tudo'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743.post-6501292318366967809</id><published>2009-10-30T15:08:00.001-07:00</published><updated>2009-10-30T15:08:28.660-07:00</updated><title type='text'>Limpeza</title><content type='html'>Há algo de poético em gotas de chuva escorrendo por uma vidraça. É como sua vida escorresse entre os riscos curvos da água. A ponta indo em direção ao chão por causa da gravidade. O barulho da chuva é algo agradável e o cheiro da terra molhada com a primeira chuva, tudo tão perfeito. Eu queria saber aproveitar cada experiência ao máximo. Mas, eu apenas sinto este vazio e nada parece preencher o vácuo que permaneceu ao longo da minha existência...&lt;br /&gt;- Ana?&lt;br /&gt;Ela não se virou. As lágrimas corriam. Ele se aproximou para tocar o cabelo dela mas não conseguiu.&lt;br /&gt;- Como as coisas se complicaram?&lt;br /&gt;Ela continuou em silêncio lembrando que em seu mundo de faz de conta, ela se via como sendo uma pessoa divertida e não era assim.&lt;br /&gt;- Não é para ninguém. Nós precisamos conversar...&lt;br /&gt;Zohar saiu das sombras.&lt;br /&gt;- Negraluna, sabe porque está aqui?&lt;br /&gt;Ela tocou o vidro.&lt;br /&gt;- A rosa... existe um último botão, sabiam disso?&lt;br /&gt;Todos se entreolharam. &lt;br /&gt;- Eu não vou usar drogas nem farrear mais. Eu sei o que tenho que fazer. Sempre soube... - ela sorriu. Ninguém sabia o que ela sabia, que toda sua essência se desmancharia para a próxima Rosa Negra, que para a rosa existir, ela deixaria de existir. Este era o segredo dela e era dele que queria fugir. &lt;br /&gt;- Muito bem, qual de vocês vai preparar as ervas para limpar meu corpo, minha alma? &lt;br /&gt;Outra dramática troca de olhares.&lt;br /&gt;- Eu sei que cada um de vocês me acompanha de algum jeito. Por isso... bom, não importa agora. Zohar vai me ensinar a lutar. Gaiwan me ensinará sobre magia. Aqualna... eu não tenho coração, minha querida amiga. Zit... ele ainda não chegou. Nem o homem do sol. &lt;br /&gt;- Eu não posso...&lt;br /&gt;Ela ainda olhava as gotas de chuva.&lt;br /&gt;- Você pode e você deve. É a sua missão. Será que vai desafiar o Oráculo? Um Oráculo que existe em seu mundo e no meu mundo?&lt;br /&gt;- Como você...&lt;br /&gt;Ela sorriu...&lt;br /&gt;- Eu sei de muitas coisas sobre vocês, sobre magia, sobre tantas coisas... futuros que ainda não aconteceram, coisas que aconteceram... eu poderia ter sido outra pessoa. Andrew, os gêmeos? Você se lembra deles?&lt;br /&gt;Andrew sentiu um certo nervosismo.&lt;br /&gt;- Do que você está falando?&lt;br /&gt;- Mamãe estava grávida. Eu já vi tantas coisas para estes meninos. Aliás, uma menina e um menino. Eles estão na bolha bem seguros. Xantara fez um bom trabalho.&lt;br /&gt;Gaiwan soergueu uma das sobrancelhas.&lt;br /&gt;- Quem fez isso? &lt;br /&gt;- Eu. Eu sei quem os levou, quem me privou de ter pais. Por que você nunca contou como eles eram? Eu senti tanta inveja de você a medida que eu via o que você conheceu! E a mulher de vocês dois... quanto paixão que sentiram por causa de uma pessoa! Sabe o que tem para mim no futuro? - ela parecia falar mais para si. - Uma série de romances fracassados... nenhum amor que vá vingar.&lt;br /&gt;- Não, querida! - Aqualna se manifestou. - Basta! Todos para fora, agora!&lt;br /&gt;Havia algo na voz da mulher de água que os fez recuar. Havia uma fragilidade em Ana que ninguém nunca pensou existir, que ninguém nunca viu de verdade atrás de toda atitude arrogante, das manifestações de ódio.&lt;br /&gt;- Eu estou cansada! Cansei de lutar com vocês... nem o inferno... &lt;br /&gt;- Ana Clara, chega! - Ostrig saiu da sombra em que se escondia. - Saiam! Todos! &lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;- Negraluna, eles também não querem o próprio fim. Você já chegou lá, não foi? No fim de tudo... bom, as cicatrizes ficarão para sempre. E, bem, você ganhou um servo. Vlado. Eu, particularmente, acho ridículo um vampiro se auto-intitular Vlado. &lt;br /&gt;O vampiro lançou um olhar frio para Ostrig. Aqualna enrolou Ana em seu abraço e lançou um olhar sem esperança para ela.&lt;br /&gt;- Desta vez, ela está diferente. O que aconteceu, Ostrig? Não deveríamos ter chegado neste ponto a não ser que ela estivesse preparada... mais alguns anos. O que você viu, querida?&lt;br /&gt;Ana sorriu.&lt;br /&gt;- Nunca serei amada!&lt;br /&gt;- Rainha do drama! - Vlado rolou os olhos. - É ela que vai nos salvar do fim de todos os mundos, Ostrig? Foi para isso que libertamos você de sua pena?&lt;br /&gt;Ostrig não se manifestou.&lt;br /&gt;- Temos que esperar Zit chegar aqui. Ele pode ter respostas.&lt;br /&gt;- Pode ter não é suficiente. Existe outra pessoa?&lt;br /&gt;Eles sabiam que não havia. Ana Clara Negraluna foi a única que desceu ao inferno mais profundo e andou sobre as lavas brancas sem se ferir, foi a única que enfrentou os demônios mais ferozes daquele mundo... nem mesmo ela conseguiu fazer isso. O inferno a enlouqueceu, lembra-se?&lt;br /&gt;Um portal negro se abriu na parede e um ser coberto de folhas surgiu. &lt;br /&gt;- Não há respostas. A força está dentro dela.&lt;br /&gt;- Ah! Não brinca. The force will be with you! Você não tinha nada mais criativo e inspirador para nós?! Guerra nas estrelas inspirando magia real. &lt;br /&gt;- Vlado, contenha-se! Eu posso mandá-lo de volta para o mundo solar de onde eu salvei você!&lt;br /&gt;- Que força, Zit?&lt;br /&gt;- No centro de todo ser, a força primordial, onde tudo se encontra...&lt;br /&gt;- Muito criativo também. A força do amor, do coração. Cadê o príncipe encantado?&lt;br /&gt;- Pelos deuses, Vlado! Dá para calar a sua boca? Como se você não fosse clichê também, né? - Gaiwan não estava no melhor dos humores.&lt;br /&gt;- Não! Não esta força, a força do começo de tudo... a conexão única com tudo que já foi criado. &lt;br /&gt;As criaturas naquele cômodo se entreolharam preocupadas. Isso só podia significar uma única coisa.&lt;br /&gt;- Escoltá-la até o templo! Não é uma tarefa perigosa?&lt;br /&gt;Vlado deu de ombros.&lt;br /&gt;- Bom, estamos todos em perigo no momento, não? E se alguém chegar antes de nós, Ana Clara morrerá para sempre.&lt;br /&gt;Ela encarou Vlado com um ar de esperança.&lt;br /&gt;- Quer dizer que há como... eu não me transformar?&lt;br /&gt;Ele sorriu enigmático.&lt;br /&gt;- Por que acha que estou aqui, querida? Eu sou o único que sei o segredo. Eu estava lá! Uma rosa negra tem duas faces, uma que traz a beleza de uma pérola e uma que é negra como um buraco negro, o equilíbrio das coisas, vocês sabem como tudo isso funciona, acredito eu. As lendas de todos os mundos falam sobre isso. &lt;br /&gt;- Eles sabem o que eu sou?&lt;br /&gt;- Não, Ana. Eles queriam que a guerreira fosse você. - Gaiwan disse. - Mas, ânimo, minha pequena. &lt;br /&gt;Ele se ajoelhou e enxugou as lágrimas dela. &lt;br /&gt;- Eles são dois babacas! E nós sabemos a verdade.&lt;br /&gt;- Então, vamos à mágica, certo? Vampiro, acho que você não quer participar disso. Muita luz aqui!&lt;br /&gt;E Ana Clara Negraluna foi curada em suas múltiplas feridas. Seu corpo ficou limpo de todas as irresponsabilidades mas as cicatrizes permaneceram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37403743-6501292318366967809?l=theroseblack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/6501292318366967809/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37403743&amp;postID=6501292318366967809' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/6501292318366967809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/6501292318366967809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/2009/10/limpeza.html' title='Limpeza'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743.post-5835015057980318890</id><published>2009-09-29T21:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T21:22:07.911-07:00</updated><title type='text'>Clara Ana se lembra</title><content type='html'>Clara Ana Negraluna! Realmente, eu fui premiada com o nome mais cafona da face da terra! Essas paredes ocas não me dizem nada. Esta menina à minha frente é estranha e verdadeira consigo mesma. Com esta... eu não consigo sequer ter pensamentos impuros. Mas ela me delatou e Andrew vem novamente em meu encalço. De qualquer forma, ele não se importa. Nunca se importou! Mas ela se lembrou de um dia, de um momento, de um instante em que não havia sido tanto tempo assim atrás em que Andrew a protegia. O que tinha acontecido entre aquele instante e este agora? Clara Ana preferiu não pensar nem saber o que era exatamente, embora intuísse. Andrew surgiu enfurecido. Ele está branco. Isso quer dizer que vai jogar a um silêncio opressor do carro até a algum lugar para ver se eu entro nos eixos. Eu queria experimentar meninas! Só isso e lá vamos nós. &lt;br /&gt;A paisagem verde passa ao largo do carro, tudo tão rápido e o mundo é tão feio e cinza. Por que eu preciso estar nessa merda de lugar? Que vim eu fazer aqui? Sabe aquela sensação que você tem de não pertencer ao lugar em que está como se você estivesse fora do seu corpo, da sua alma? Parece que eu pertenço a um lugar diferente, é como se minha alma me chamasse. Minha alma de verdade. Clara tocou o punho, o braço onde as cicatrizes se faziam presentes. Nunca entendi porque parece tão fácil para os outros morrerem. Eu quero morrer! Por que eu não consigo, diabos? Andrew olhou de soslaio para ela como se pudesse ler seus pensamentos e bufou e suspirou logo em seguida. Eu tenho certeza de que me joguei de cima do prédio. Será mesmo? Eu estava bêbabada. Lembro de parecer flutuar na noite e de ser pousada na grama e ter minha nudez coberta. Um rosto... um rosto da infância. Eu lembro dele. Como era mesmo seu nome felino, poderoso e sexy? Zohar! Exatamente! Vou fazer amor com ele nos meus sonhos doidos. Talvez, no beijo em que dei em Lisa eu quisesse aquele homem de olhar ferino que me viu nua, que me cobriu a nudez. Ela sorriu e Andrew pigarreou enfurecido.&lt;br /&gt;- Chega! Por favor, chega disso, Clara! &lt;br /&gt;Ela o observou confusa. Andrew parou o carro de qualquer jeito no acostamento.&lt;br /&gt;- Você não entende? Acha que tudo é uma piada?&lt;br /&gt;Ele levantou a mão para ela e desistiu. Zohar estava invisível e segurou o braço de Andrew. Clara arregalou os olhos e saiu mata adentro, arranhando-se nos galhos e seguindo para um lugar profundo e escuro, um lugar estranho e distante de tudo que conhecia em sua vida. O desespero... era preciso acabar com o desespero e com a angústia que a corroía. Ela se viu só no coração do nada, do absoluto infinito de tudo. Um medo tomou conta do coração de Clara Ana Negraluna.&lt;br /&gt;- Oi? Andrew? &lt;br /&gt;Nenhum som surgiu da estranha floresta e Clara se encolheu de medo. Ela sabia... sabia que o inferno estava presente e logo as chibatadas começariam, logo, o mundo seria risadas irõnicas e infames de vozes que não calavam e escarneciam dela, que lhe diziam o quanto ela era fraca e ruim, o quanto ela nunca alcançaria as coisas boas da vida e tudo que ela queria era esquecer para sempre, deixar de viver aquele circo de horrores, dos monstros da infância. Se Andrew tivesse sido Andrew até ali. Não. Ela não tinha nenhuma droga com ela, nenhuma pílula mas um som dentre tantos sons se distinguiu e ela adormeceu. O que... mas... eu conheço esse... vozes foram ouvidas mas Clara não distinguia mais nada. Zohar a carregou novamente para o carro e a deixou suavemente no banco de trás. Os dois seres do sexo masculino observaram. Andrew retirara o paletó.&lt;br /&gt;- Obrigada!&lt;br /&gt;- Nós temos que consertar isso, Andrew!&lt;br /&gt;Uma troca de olhar hostil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37403743-5835015057980318890?l=theroseblack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/5835015057980318890/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37403743&amp;postID=5835015057980318890' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/5835015057980318890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/5835015057980318890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/2009/09/clara-ana-se-lembra.html' title='Clara Ana se lembra'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743.post-6173413197886327427</id><published>2008-12-27T15:07:00.002-08:00</published><updated>2009-09-29T21:03:28.946-07:00</updated><title type='text'>Uma brisa sopra</title><content type='html'>Seria eu a contar o que se passa para a jovem sacerdotisa? Eu não estou em tempo algum e, ao mesmo tempo, estou em todos os tempos. Conheço cada labirinto de cada história, onde as escolhas de cada um pode levar, eu os sigo e os observo tecendo e tecendo e tecendo a teia de seus destinos, em que cada escolha leva a um outro rumo e a cada rumo, uma escolha. O que poderia ter sido diferente? É assim que começa uma outra parte de nossa pequena fábula humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última pétala caiu no inverno das eras em um lugar distante, esquecido por todos os seres. Mesmo os deuses pouco vão a esta floresta e ela caiu solitária sem que ninguém pudesse ter visto a beleza mágica do brilho que possuía mesmo sendo tão negra quanto a mais escura das noites. Era o brilho de uma pérola negra, ora com tom de rosa ora azulado. Esta pétala tinha a cor azul escura, trazendo uma sensação de aconchego mas também de uma grande melancolia. Ninguém estava ali para ver o belo espetáculo quando a pétala atingiu o chão, adquirindo todos os tons de azul para virar pó. Antigamente, ali, era um dos grandes lugares de poder, um lugar para reverenciar a Grande Sabedoria de tudo e de todos os tempos. No entanto, muitas coisas ocorreram e tudo que restou foi aquela pequena árvore com suas rosas negras e peroladas e um chão do branco mais puro, onde havia cinzas de outras pétalas e outras flores.&lt;br /&gt;Nos tempos Antigos, uma sacerdotisa teria podado, cuidado e recolhido aquelas pétalas. Ninguém sobrevivera naquele estranho mundo para zelar pelo poder que ali estava. A floresta era a única que presenciava tal ato e, ali, o estranho inverno se aproximava sem que o arbusto da rosa negra pudesse ser protegido. Ali, solitária, sobreviveu silenciosa e tenaz. No entanto, diante da queda da última pétala, uma era se acabava para dar entrada a novos tempos. Se eram tempos bons ou ruins? Não dava para decidir ainda... Um leve pulsar de vento levou as cinzas, presságio de coisas novas e destruição das velhas. O novo botão da rosa ainda não havia rebentado e isso significava maus presságios em tantos lugares diferentes... Guerras, destruição, dor, angústia, doenças. Pense em qualquer tragédia e aconteceria. A Rosa Negra era a essência da mudança em várias dimensões. Ela havia ficado sozinha por tempo demais. Sem ninguém para cultivá-la, ela cresceu selvagem, sem as rédeas da bondade e do amor e que tempos estranhos estavam por vir nos mundos interligados.&lt;br /&gt;Haveria salvação para o fim? Talvez... talvez... os espíritos não têm começo nem fim. Eles são eternos como o mais perfeito dos círculos e um espírito sobreviveu ao caos, uma sacerdotisa lutou até a última gota de sangue para tentar preservar um legado, uma lenda, um mito, que morreu quando ela deu o último suspiro e nenhum deus, criatura sequer se lembrou daquele espetáculo que tomava parte no destino de tantos de maneira tão singela e inequívoca. A rosa negra renasceria, mas, o equilíbrio estava nas mãos daquela que ouvisse o chamado e chegasse a tempo de transformar novamente o lugar em algo perfeito e em harmonia com todos os mundos como o mais perfeito dos relógios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena Clara Ana Negraluna acordou e encarou a noite em sua inocência. A voz suave e bela, do passado ainda ecoava em sua mente quando um raio de lua atravessou a janela e ela reverenciou a grande bola branca no céu. Logo, a pequena voltou a dormir sem saber do estranho destino que se desvelava naquela linda noite de lua cheia: o seu próprio destino!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37403743-6173413197886327427?l=theroseblack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/6173413197886327427/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37403743&amp;postID=6173413197886327427' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/6173413197886327427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/6173413197886327427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/2008/12/uma-brisa-sopra.html' title='Uma brisa sopra'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37403743.post-4196666490339527425</id><published>2008-12-27T15:07:00.001-08:00</published><updated>2009-09-29T20:58:06.362-07:00</updated><title type='text'>Toda história tem um começo</title><content type='html'>Quem conta esta história? A quem interessa? Pode ser a velha que tece sem parar e fala da vida de todos nós, dos achaques e desesperos das galáxias, dos mundos que todos os olhos contém mesmo que finjam e brinquem de mortos. Os olhos contém estrelas diversas e coloridas, pálidas e brilhantes. Por que esconder todas as histórias que aconteceram? A velha tecerá para sempre até o escuro invadir tudo, até não sobrar coisa alguma além do vazio. Como pensa você que é o inferno? Velado e louco? &lt;br /&gt;Um riso ecoa distante no universo.&lt;br /&gt;Vejamos, onde estava mesmo? Não se preocupe em descobrir quem eu sou... apenas conto uma história. Pode ser um velho mago cansado também que desfia suas poções e descreve sua vida devido ao seu cansaço. É assim que percebo ou lembro. Não sei exatamente o que empregar aqui. Poderia você me ajudar? E assim começa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro entrou apressado pela alameda central da sala, onde o rei estava. Ele se curvou como todo cavaleiro se curva diante de um rei. O rei o impediu, piedoso como era, e embora não fosse tão velho, seus olhos aparentavam o peso de todo o universo, das estrelas que haviam se apagado como é comum a pessoas como ele. Ambos se conheciam há mais tempo que muitas estrelas, que tantos mundos... e, naquele instante, não havia palavras porque fosse o que fosse os erros haviam sido cometidos e não havia volta para repor o fio que se perdera do passado.&lt;br /&gt;- Senhor! Mandou me chamar? - ele disse como se diz a alguém superior.&lt;br /&gt;Togor estava montando uma base e, ainda assim, seguiu até o Senhor das Luas. A culpa e a vergonha acompanhavam o grande cavaleiro. Ao rei, também. Ambos sabiam disso e ambos silenciaram.&lt;br /&gt;- Chegou a hora, Togor. O momento que tememos chegou...&lt;br /&gt;Togor sentiu um certo titubear pela primeira vez... não, pela segunda vez na vida. A primeira foi quando a jovem feiticeira adentrou aqueles mesmos pisos de pedra, quando ela ainda carregava beleza e inocência, quando seus olhos eram a certeza de toidas as estrelas da galáxia, quando Xantara ainda era dona de si mesma e era inteira. Um incômodo atingiu Togor.&lt;br /&gt;- Ela estava certa? A rosa negra tombou?&lt;br /&gt;O velho rei suspirou com uma tristeza de derrota. O que poderia esperar pelos seus atos irresponsáveis?&lt;br /&gt;- Eu nunca quis esta coroa, Togor! No entanto, eu cumpri meu destino. Você é o único que pode trazê-la.&lt;br /&gt;- A feiticeira?&lt;br /&gt;- Togor... nunca lhe pedi nada!&lt;br /&gt;A porta se abriu e, de pé, hirsuta, uma mulher surgiu. Ela andava com orgulho e cega. O preço que pagou pela verdade. Ela perdeu a alma e vendeu tudo que tinha para superar o inferno. Ela perdeu as estrelas e, ainda assim, culpava ninguém pelo sumiço do seu brilho.&lt;br /&gt;- Xantara! &lt;br /&gt;- Quando eu vim aqui a primeira vez, fui jogada neste piso frio e fui tratada com pária. Agora, mandam me chamar para consertar o que não tem conserto? O universo se modificou. A última protetora se foi e está morta. O que esperavam? Eu implorei sua assistência. Muito sangue foi derramado no templo. Muito tempo se passará até que a última gota de sangue evapore do piso branco. Isso ocorrerá quando a última pétala cair no chão.  Eu avisei, senhores.&lt;br /&gt;O rei tinha um ar desolado e Togor encarou o chão por um momento. A vergonha atingia a ambos e eles perceberam a grandeza da mulher que estava a  frente deles, a mulher que eles haviam condenado e mandado para uma tortura sem nome.&lt;br /&gt;- O que eu poderia fazer, Xantara? Eu devia servi-la... minha fidelidade era para com o rei...&lt;br /&gt;O ar se tornou denso. Um bloco denso de carbono adiamantado surgiu entre os três.&lt;br /&gt;- Xantara, era para a paz. - retrucou o rei.&lt;br /&gt;Ela riu, percebendo que a mentira trazia paz e a consciência limpa.&lt;br /&gt;- Togor, sua fidelidade não era para com o rei. Era para com seu coração. - ela suspirou enquanto a voz tremeu. - E você, Andorim, tombou pela força da paixão. Falam tanto dos humanos e são como eles! E a paz veio? Onde ela está? - perguntou com uma profunda tristeza. - Ela morreu e tudo se desfez como eu disse... por que não acreditaram? O que desejavam era aquela mulher que se tornou a fonte da queda de vocês!&lt;br /&gt;As lágrimas brotaram e de relance ela parecia a jovem que fora jogada naquele chão, esperançosa de que conseguisse mudar o destino daqueles personagens. Ela sabia a resposta. Togor fez menção de se aproximar.&lt;br /&gt;- Não ouse! - ela deu uns passos para trás. - Eu era sua melhor amiga! De repente, eu era uma tola com visões de gente louca! O que eu fiz para você, Togor? O quê?&lt;br /&gt;Tantos anos e ela não pensou que as emoções pudessem tomar conta dela de novo. Ele parou e percebeu que ele quebrara Xantara no que ela tinha de mais precioso.&lt;br /&gt;- Nada, Xantara! Apenas... é que... &lt;br /&gt;- Eu era muito diferente, não? Ela foi um frescor em suas vidas, não é, irmão?&lt;br /&gt;- Xantara...&lt;br /&gt;- Todos se viraram contra mim! Negraluna cuidou da cegueira do dragão para o qual me jogaram. Sabe por que ele não me matou? Dragões são seres justos e ele viu o que nenhum de vocês viu, que eu falava a verdade. Não era eu a discórdia. Enfim, nada disso importa mais. A sacerdotisa caiu, defendendo o que matinha os universos unidos. Vocês querem saber a parte da história que foi escondida de vocês? Ela que tinha o nome de pureza, Blanca, planejou tudo, irmão. Ela manipulou você, Togor, e quando percebeu que a amizade de vocês estava abalada, fustigou o exército do pai para invadir o templo e tomar o que nunca poderia ser tomado e enquanto vocês se degladiavam pelo amor dela, seu corpo, alma e espírito estavam com o mestre de armas do pai dela.  Não houve guerreiro que nos ajudasse e tombamos nos mosteiros, pois, nosso poder era perigoso para quem não tinha algum. E agora? &lt;br /&gt;- Você não teria vindo aqui se não tivesse necessidade de nós.&lt;br /&gt;Ela suspirou cansada e encarquilhada. Andorim se assustou ao perceber o que significava aquilo.&lt;br /&gt;- Você é a última guerreira? Foi contra você...&lt;br /&gt;Ela sorriu orgulhosa.&lt;br /&gt;- Muito bem, meu irmão.&lt;br /&gt;- Você está morrendo. Então, deve haver outra...&lt;br /&gt;- Vocês ajudarão dessa vez?&lt;br /&gt;Eles se entreolharam, consentindo.&lt;br /&gt;- Meu irmão, sua escolha o trouxe aqui.&lt;br /&gt;Os olhos de Andorim adquiriram um brilho forte e uma vitalidade perdida. Seria a última batalha e ele vestiu a armadura como um guerreiro orgulhoso.&lt;br /&gt;- Togor, uma promessa. &lt;br /&gt;Ele se ajoelhou.&lt;br /&gt;- Proteger a família que carregará a essência da Rosa Negra.&lt;br /&gt;Ele a encarou surpreso.&lt;br /&gt;- Eu não posso ter... &lt;br /&gt;- ... descendentes? E o fruto do seu relacionamento com Blanca? É o que?&lt;br /&gt;Andorim sentiu o peso dos anos em seus ombros e pesou sua mão sobre os ombros do amigo.&lt;br /&gt;- Não importa mais agora, Togor. Nós fizemos escolhas e fomos avisados por todos os magos, feiticeiros e visionários. Temos que arcar com as consequências do que escolhemos. Onde está seu filho, Togor? &lt;br /&gt;Olhos de mágoa entre os três.&lt;br /&gt;- Eu sempre soube. Xantara me avisou em sonho e me pediu silêncio e, depois disso, eu nunca mais a toquei... mas, já era tarde demais.&lt;br /&gt;- Senhores, o tempo urge. Se o nosso tempo urge, o tempo humano está mais premente. &lt;br /&gt;- Humanos? &lt;br /&gt;Ela sorriu maliciosa. &lt;br /&gt;- Não lhes contei? Os protetores da Rosa são humanos. Eles estão nascendo agora em uma família chamada Lunanegra e cuja matriarca é alguém do nosso mundo, que vive entre dois mundos. É o meu nome entre eles. O tempo deles é diferente do nosso e devo retornar em breve para eles e, logo, a família alcançará o nosso tempo e é quando o perigo se aproximará. O seu filho,  Togor, cuidará da última descendente direta de nossa linhagem, Andorim. &lt;br /&gt;Eles a observaram surpresos.&lt;br /&gt;- O que você aprontou, Xantara?&lt;br /&gt;- Eu me casei com alguém de sangue puro e nobre, o último descendente dos Lugo.&lt;br /&gt;- Não gosto de suas artimanhas, Xantara.&lt;br /&gt;- Meu nobre e caro irmão, ao contrário de  todos vocês, eu encontrei o amor sincero e leal, tanto do meu coração quanto do de outra pessoa. Depois de ter sido queimada, o irmão de Blanca cuidou de mim com suas poções e minha pele voltou ao normal. Foi quando nos apaixonamos sem sequer saber de nossos nomes. Foi no mosteiro e vivemos em simplicidade até que, um dia, chamado para ir para o reino soubemos do que poderia ter nos separado e foi quando fugimos para um lugar em que poderíamos ter paz.&lt;br /&gt;Togor tinha chispas nos olhos.&lt;br /&gt;- O que esperava? Que eu esperasse em uma torre por você? Um beijo que selasse nosso amor? &lt;br /&gt;- Uma sacerdotisa... você profanou uma ordem sagrada. - ele estava magoado.&lt;br /&gt;Ela compadeceu.&lt;br /&gt;- Não. Eu ainda não havia sido ordenada. Vamos, não temos tempo a perder. Andorim, lidere seus homens. Togor, traga seu filho e ensine tudo que sabe. Ele aprenderá magia também.&lt;br /&gt;- Você não determina o que meu filho aprenderá.&lt;br /&gt;Ela se virou com soberania.&lt;br /&gt;- Vamos deixar nossas diferenças de lado? Temos que restabelecer a ordem do universo e isso só será possível se conseguirmos unir nossas forças para consertar as consequências nefastas de suas escolhas.&lt;br /&gt;Assim, começa uma história que mudará o universo e milhões de galáxias que ainda não existem. No entanto, os Negraluna trouxeram em seu sangue o brio da jovem feiticeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37403743-4196666490339527425?l=theroseblack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://theroseblack.blogspot.com/feeds/4196666490339527425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37403743&amp;postID=4196666490339527425' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/4196666490339527425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37403743/posts/default/4196666490339527425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://theroseblack.blogspot.com/2008/12/conspirao.html' title='Toda história tem um começo'/><author><name>Georgiana</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
